Aos 14 anos eu já vendia bugiganga no colégio. Meu CV sem maquiagem. Palestrante de sucesso.

Meu currículo sem maquiagem: precisão, segurança e decisões no mundo real

Meu currículo sem maquiagem: precisão, segurança e decisões no mundo real. Se você olhar meu currículo, talvez estranhe a falta de uma linha reta.

Eu costumo chamar essa trajetória de Meu Currículo sem Maquiagem. Não porque tenha algo a esconder, mas porque prefiro contar a história completa: os resultados, os erros, os recomeços e as lições que só aparecem quando a decisão já foi tomada.

Meu currículo sem maquiagem: A Jornada

Aos 14 anos eu já vendia bugiganga no colégio. Meu CV sem maquiagem. Palestrante de sucesso.

Aos 14 anos, eu era camelô no colégio. Vendia bugigangas para pagar minhas contas.

Aos 16, entrei como office boy em uma associação de exportadores.

Aos 19, virei o “Menino Prodígio”. Viajava pela América Latina como gerente de exportação, usando terno alinhado e tentando parecer um executivo mais experiente do que eu era. Cheguei a usar óculos para parecer mais velho — e morria de medo de alguém pedir meu documento numa reunião.

executivos competentes travam na hora de decidir

Aos 21, virei o “Empresário Audacioso”. Montei uma fábrica, comecei do zero e cheguei a ter 300 funcionários, lojas em shopping e franquias.

Ganhei muito dinheiro. Muito mesmo.

E perdi na mesma velocidade.

Antes dos 30, fui do céu ao Serasa. Foi uma experiência dura, mas que me ensinou muito sobre governança, gestão e o preço que o caos pode cobrar.

Aos 27, resolvi mudar de cenário. Virei o “Hippie Executivo” e me mudei para a Bahia, imaginando que viveria de brisa e água de coco.

Acabei dono e editor de jornal, além de montar uma operadora de turismo. Foi ali que descobri uma verdade dolorosa: boleto também chega na praia. E almoço grátis, muito menos perto do mar, não existe.

Depois disso, o mundo corporativo me pescou de volta.

Executivo na Ford Motors. 10 anos em projetos greenfield e brownfield. Palestrante de Sucesso.

Passei mais de dez anos em uma multinacional automotiva, com um crachá pesado e grandes orçamentos em dólar. Gerenciei três fábricas, com três turnos e mais de mil funcionários.

Naquele ambiente, cada minuto de linha parada por uma falha podia custar uma fortuna em multas contratuais. Precisão, segurança e tomada de decisão não eram conceitos abstratos: tinham impacto direto na operação, nas pessoas e nos resultados.

Pioneiro no mercado de tecnologia com drones. Palestrante de Sucesso.

Em 2015, o sangue empreendedor me chamou de volta. Fundei uma empresa de engenharia diagnóstica com drones, numa época em que muita gente ainda olhava para aquilo como se eu fosse um extraterrestre brincando de aeromodelismo.

Fomos pioneiros em inspeções em chaminés petroquímicas ativas, em trabalhos de topografia de ferrovias no sertão e em operações em alto-mar, onde a margem para erro é rigorosamente pequena.

Essa experiência reforçou uma convicção que levo para qualquer operação: tecnologia, sozinha, não resolve um problema. É preciso entender o ambiente, avaliar os riscos, preparar a equipe e tomar decisões com critério. Em trabalhos de topografia industrial e em operações de inspeção com drones, a qualidade do resultado começa muito antes do voo.

Meu currículo sem maquiagem: Diversificando Investimentos

Na mesma época, resolvi diversificar os investimentos e vivi minha fase de “Franqueado Sofredor”.

Comprei uma franquia famosa de chocolates, daquelas com uma marca enorme na fachada, imaginando que bastaria acompanhar de longe para o dinheiro começar a entrar no caixa.

Descobri da pior forma que processo rígido, quando aplicado sem leitura crítica da realidade, pode virar algema.

Lider de Projeto de Aeroporto Internacional. Palestrante de Sucesso.

E, fechando esse ciclo, voltei ao mundo corporativo. Uma multinacional alemã me levou de volta para liderar um projeto bilionário de um aeroporto internacional, da licitação à construção.

De um lado, eu me sentava com governadores e secretários de Estado. Do outro, estavam algumas das maiores empresas de infraestrutura aeroportuária do planeta.

Olho para trás e percebo que vesti praticamente todos os crachás possíveis do mercado.

Por que contar essa história?

Porque aqui você vai encontrar relatos que podem parecer roteiro de cinema. Mas são histórias reais.

Eu não aprendi essas lições apenas lendo livros ou assistindo a vídeos. Aprendi no chão de fábrica, em mesas duras de negociação, em operações complexas e no olho do furacão.

Cada aprendizado custou alguma coisa: dinheiro do meu bolso, noites de sono e, às vezes, saúde.

Já paguei o preço dessas lições. Meu objetivo é compartilhar o que aprendi para que outras pessoas e equipes possam tomar decisões melhores quando estiverem diante de situações críticas.

Vamos falar dos sucessos, claro. Mas, principalmente, das decisões difíceis, dos erros que cometi e dos que vi acontecer — e do que eles ensinam sobre precisão, segurança, gestão de riscos e liderança.

Porque, em ambientes complexos, a experiência só tem valor quando ajuda alguém a decidir melhor.

Meu Currículo sem Maquiagem: Não deixe este assunto parar aqui.

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